de todas as
definições,
quero a cotidiana.
a que persiste,
até quando
persistir.
sábado, 1 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
tudojunto
e todos dizem
não, não vá amar
quando eu quero amar
não amar é o que
que me faz querer
me faz querer amar
amar de verdade.
não, não vá amar
quando eu quero amar
não amar é o que
que me faz querer
me faz querer amar
amar de verdade.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
guardadora.
do que vale pulsante,
o sangue errante,
que há de se compartilhar,
quando nítido
se faz no ser,
mais eminente viver
que nenhuma das vidas
há de desatar?
o sangue errante,
que há de se compartilhar,
quando nítido
se faz no ser,
mais eminente viver
que nenhuma das vidas
há de desatar?
terça-feira, 30 de junho de 2009
Ofélia
de braços abertos
é mais fácil ser carregada.
enquanto a correnteza
do tempo nos leva,
a fluidez das memórias
nos desatina.
aos poucos, tão eficaz,
me desfaço nas mesmas
águas de tua pele.
mas de braços abertos,
ainda espero,
pela arrebentação.
é mais fácil ser carregada.
enquanto a correnteza
do tempo nos leva,
a fluidez das memórias
nos desatina.
aos poucos, tão eficaz,
me desfaço nas mesmas
águas de tua pele.
mas de braços abertos,
ainda espero,
pela arrebentação.
sábado, 13 de junho de 2009
Trilha
já me prometeram
o ouro,
e dele ainda espero
a grandeza.
já me prometeram
verdades,
e dela ainda espero
a franqueza.
mas não se divide
destinos,
e não sou diferente
de nenhum seixo
deste caminho.
me prometa apenas
o que pode me dar,
se não,
contento-me com o
silencio.
o ouro,
e dele ainda espero
a grandeza.
já me prometeram
verdades,
e dela ainda espero
a franqueza.
mas não se divide
destinos,
e não sou diferente
de nenhum seixo
deste caminho.
me prometa apenas
o que pode me dar,
se não,
contento-me com o
silencio.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quintal
o poço é tão profundo
quanto eu quero que
ele seja.
agora, sinceramente,
espero que
beire a eternidade,
para que cair
pareça voar,
e o chão nunca
se aproxime.
quanto eu quero que
ele seja.
agora, sinceramente,
espero que
beire a eternidade,
para que cair
pareça voar,
e o chão nunca
se aproxime.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
planices inundadas
sob meus pés,
lembranças congeladas
em águas claras,
inférteis e caladas,
silenciosas rajadas,
embalsamadas na
esperança
de outro verão.
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