domingo, 14 de março de 2010

que começo tendencioso, escrevo.
desculpem-me,
na minha vida sou tudo,
menos imparcial.

quinta-feira, 4 de março de 2010

planeta

que importância
tens, além daquela
que superestima
seu frágil intelecto?
és cego,
és mudo,
és morto.
não és nada além de
pó.
então por que não
contenta-te com a verdade
e segue de cabeça baixa?

quarta-feira, 3 de março de 2010

fotos

sussurro seu nome baixinho
depois me calo
(pelo que sinto)
por uma
eternidade.

eu sinto.
eu sinto demais.

segunda-feira, 1 de março de 2010

novamente, igual.


o líquido de nossa
juventude se extravasa,
viscoso,
dolorido,
de nossa mente
estupefacta.

perdido nos limites
de nossas próprias
ideias, dilui-se
perde-se.

idéias, idéias,
tolas,
mas que um dia
foram sinceras.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

estrangeiro

os céus choraram
quando me fui, assim
como quando cheguei.
a terra tremia debaixo
dos meus pés
querendo me puxar
de volta.
mas justo agora que
já me pus de pé,
o que custa andar?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sons

gosto do cheiro de suas
palavras e
do líquido sufocante
que me corre as
veias quando as inalo.
gosto de não ter nada
além de terra nos pés,
e de não saber em que
pulsar me perdi.
gosta ainda mais
de saber que sempre que
preciso posso me
encontrar em voce.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

em torno

pessoas,
todas elas,
não me importa
o nome delas,
anestesiam-me,
tiram-me a cor.
não sei de quantas
palavras se necessita,
para que uma,
pelo menos,
perdure
mas sei que,
diferentemente,
não as gasto
a toa.