quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Infancia

Vaga-lumes no quintal,
fluentes, inconstantes,
fantasmas persistentes,
iluminados errantes.

Dissolvem-se em faíscas,
pensamentos, relva, chão.
inabaláveis asas,
marcando o compasso,
de todos os pecados
cercados pela mão.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Novo

De todo tempo,
que sobre, pelo menos,
uma lembrança.
De todos os ‘Adeus’,
que um, pelo menos,
seja mentira,
por que de verdade
já farta-me o
viver.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Desilusão

Coelhos na lua
tingem mais uma vez
esse meu pesar,
que tanto insinua,
que tanto promete,
mais foge junto
com os raios
do despertar.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Eis o amor.

me chamas
de tola,
e conformo-me.
sei que sou.
sou por que amo.
amo tudo.
amo aos poucos.
ou amo tão rapido,
que nem mesmo sinto.
por que sonho.
e amo sonhar.
por que não amo,
ao mesmo tempo,
por que nao sei
amar.
por que eu não
me canso de viver.
por que no dia
acho o renascer
da noite.
por que nao sei
terminar uma poesia
e continuo
ate me mandarem
parar.
parar de viver
ou simplesmente
de amar.

Que dizes fracasso.

o vento que nao soprou,
congelou os beijos no ar,
e do amor que nao chegou,
ficou apenas
o pensar
o pensar.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

e a beleza, caro,
está aí,
o fato dela não
existir,
e nem cogitar
a se criar.

Mito

não conheço nenhum
segundo eterno,
nenhuma memória
irrefutável,
nenhum passado
feliz,
nenhum choro
de alegria,
e espero
que não venha
a conhecer.
por que para mim
tudo
passa,
esquece,
escurece,
e morre.