terça-feira, 31 de março de 2009

ventos do sul

um punhado de

ossos e algum resquício

de razão,

foi o que me sobrou.

moída nas mudanças,

virei pó,

e voo

na saudade.

domingo, 29 de março de 2009

rios

Lembro-me como
um grito.
eles estavam vivendo,
e eu ainda não.
fluindo sonhos,
mesmo que tolos,
enquanto me afogava,
procurando
Narcisos no verão.





volta.

Hoje,
voltei a ser criança.
tive medo de dormir,
chorei, pensando que
ia morrer.
se morri?
não sei,
ainda não voltei
nem cresci
para saber.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mais dois sem nomes.

Realmente? Já cansei...
O dia acabou
O bonde passou
O riso murchou
Até a utopia perdeu-se

Se é que um dia vieram.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Entre tolos

“Hei, você!
Sim,você.
o que tem na mão?”
“Oh, não se preocupe.
é apenas o seu coração.”
“E por que antes de
arrancar não pediu
permissão?”
“Achei que ninguém
sentiria falta
de um errante
que vaga solitário
e sem razão.”

Lento.

os segredos,
brancos, puros,
me atravessam
e eu nem ao menos
sinto.
deite sobre meu
peito e tente
ouvir meu corpo
pulsar.
o som morre
aqui dentro,
nem se quer
sussurra.
estacionário
vácuo.

sábado, 21 de março de 2009

onde? Baixo.

minhas mãos estão
cansadas de carregar
as estrelas,
os olhos sangram
de querer entender
demais.
e o limite, agora,
não passa de
uma reles sugestão.