nosso beijo contra a tarde,
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
instant crush
nosso beijo contra a tarde,
18 anos
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Ampulheta
domingo, 23 de fevereiro de 2014
não há alívio.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Cursos
Fico feliz que não tenhamos dito Adeus.
Nossos caminhos se bifurcaram tão simples, tão naturalmente quanto o curso de um riacho calmo que se encontra com um rochedo. Tão natural quanto o nascer do sol que caminha e marca o céu cálido, mas que depois se deita na noite tétrica.
Ciclos que nos fizeram crescer em um mesmo tempo, mas em diferentes espaços, e fico feliz que não tenhamos dito Adeus.
Na manhã, só tive que me deparar com sua ralha fragrância e sua impressão em meus espelhos, nada mais. Não há mágoas nem ressentimentos. A apatia se finge maturidade e nosso contentamento é conformista.
Fico feliz que não tenhamos dito Adeus...
Para ser sincera, odeio despedidas.
domingo, 16 de outubro de 2011
Julia
voce se dilui nas memórias.
o tempo lhe trás de volta
em um breve sussurro de amor.
O vento límpido do seu sorriso
soprou-lhe a alma pra longe,
mas ainda assim,
te espero
atravessar a rua
e vir pra casa.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Realidade Altruista
A plenitude se estende pelas minhas pálpebras. A calmaria de uma leve brisa gelada se contrapõe contra o calor pulsante de meu corpo. O horizonte se estende ao imaginável e os contornos iniciam-se a tomar forma. Sento-me, quieta demais, e mesmo que desconfiada, aprecio os minutos de uma extensa (e genuína) solidão. Converso com minhas faces, discuto com minhas opiniões e me calo por mais alguns instantes. Pela primeira vez em muito tempo sinto uma felicidade estonteantemente calorosa que me pulsa pelas veias e transborda em um sorriso leve. Não há medo nem decepção, quero estar aonde cheguei, e cheguei onde estou. Tudo isso é meu, obra de meu próprio ser. Algo invade repentinamente e me retira do meu breve estado de ventura. Um som repetitivo e conhecido esgarça-se entre meu mundo destruindo a delicadeza de minhas construções. A paz foge em um instante tão breve que me faz questionar de fato sua presença. O chão treme e a escuridão invade. Tudo volta e ficar tão frio, desconhecido, apavorante. Me abraço protegendo-me da escuridão veloz que insiste em invadir, se aproximando cada vez mais rápida, me engolindo, voraz, dolorosa, gélida, se aproxima, mais rápida, mais rápida, mais rápida....
Os olhos se abrem. A cortina se debate violentamente com o vento da janela.
Hora da realidade.