domingo, 9 de março de 2014
à você.
que não precisa de floreios,
títulos e nem dedicatória,
que é simplesmente discreto,
não clama por atenção,
e segue seu rumo sem medo,
por que no fundo
sabe
que carrega meu amor
consigo.
segunda-feira, 3 de março de 2014
blast from the past
as coisas mudaram,
viagem
olhe-me nos olhos.
justiça
Mas pessoas...
mal direcionam tudo.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
instant crush
nosso beijo contra a tarde,
18 anos
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Ampulheta
domingo, 23 de fevereiro de 2014
não há alívio.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Cursos
Fico feliz que não tenhamos dito Adeus.
Nossos caminhos se bifurcaram tão simples, tão naturalmente quanto o curso de um riacho calmo que se encontra com um rochedo. Tão natural quanto o nascer do sol que caminha e marca o céu cálido, mas que depois se deita na noite tétrica.
Ciclos que nos fizeram crescer em um mesmo tempo, mas em diferentes espaços, e fico feliz que não tenhamos dito Adeus.
Na manhã, só tive que me deparar com sua ralha fragrância e sua impressão em meus espelhos, nada mais. Não há mágoas nem ressentimentos. A apatia se finge maturidade e nosso contentamento é conformista.
Fico feliz que não tenhamos dito Adeus...
Para ser sincera, odeio despedidas.
domingo, 16 de outubro de 2011
Julia
voce se dilui nas memórias.
o tempo lhe trás de volta
em um breve sussurro de amor.
O vento límpido do seu sorriso
soprou-lhe a alma pra longe,
mas ainda assim,
te espero
atravessar a rua
e vir pra casa.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Realidade Altruista
A plenitude se estende pelas minhas pálpebras. A calmaria de uma leve brisa gelada se contrapõe contra o calor pulsante de meu corpo. O horizonte se estende ao imaginável e os contornos iniciam-se a tomar forma. Sento-me, quieta demais, e mesmo que desconfiada, aprecio os minutos de uma extensa (e genuína) solidão. Converso com minhas faces, discuto com minhas opiniões e me calo por mais alguns instantes. Pela primeira vez em muito tempo sinto uma felicidade estonteantemente calorosa que me pulsa pelas veias e transborda em um sorriso leve. Não há medo nem decepção, quero estar aonde cheguei, e cheguei onde estou. Tudo isso é meu, obra de meu próprio ser. Algo invade repentinamente e me retira do meu breve estado de ventura. Um som repetitivo e conhecido esgarça-se entre meu mundo destruindo a delicadeza de minhas construções. A paz foge em um instante tão breve que me faz questionar de fato sua presença. O chão treme e a escuridão invade. Tudo volta e ficar tão frio, desconhecido, apavorante. Me abraço protegendo-me da escuridão veloz que insiste em invadir, se aproximando cada vez mais rápida, me engolindo, voraz, dolorosa, gélida, se aproxima, mais rápida, mais rápida, mais rápida....
Os olhos se abrem. A cortina se debate violentamente com o vento da janela.
Hora da realidade.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Vida Veterana
quinta-feira, 10 de março de 2011
seleção esporádica
Não me fale sobre a naturalidade do Ser. Nosso estado liberto se perdeu há séculos, e ficamos apenas com este protótipo intermediário de ser vivo. Não discorda sobre seus instintos, se só os menciona como justificativas, depois os negando tão ferrenhamente.
Estou farta deste naturalismo seletivo que só vem à tona quando calha. Se o rejeita para explicar sua superioridade como indivíduo pensante, mantenha-se fiel a pequinesa de sua racionalidade. Se esquece de onde vem, nunca entendera o que conduzirá seus próximos passos. Nega-se a ver o que te impulsiona o que te faz escolher, o que é inerente a qualquer estado social. Se pensa que o que te rege são seus conhecimentos tão flutuantes, ira manter-se arranhando a superfície do seu auto-entendimento.
Não somos nenhuma coisa nem outra. Criamos um estado irreal de naturalidade achando que nos livramos das correntes animalescas de nossos antepassados, mas acredite... Elas ainda estão lá. Espremidas em um canto ainda menor de nossa individualidade, negadas como sinal de fraqueza e irracionalidade, os impulsos de ancestrais (e comuns a todos os seres) estão como fundo de todos os nossos atos, de cada pensamento, de cada escolha.Não irá tardar para que tudo se extravase em uma canalização extrapolada, e aí veremos o que nossa naturalidade é capaz . O que não é observado não pode ser compreendido, o que não é compreendido não pode ser controlado.
Para nós, a naturalidade é uma palavra desprovida de conceito e negada em entendimento. Não duvido de nossa racionalidade, mas também não nego em compreender meus instintos.
Veneza
os trincos desta porcelana.
cubro-os, mas meus olhos
extravasam
como tinta molhada,
escorrem errantes
e hesitantes.
Lace, por favor,
a minha outra máscara.
não quero mais me ver.
sábado, 29 de janeiro de 2011
última tragada
os copos turvos, sujos,
marcados com batom.
o amargo da noite arranha
na garganta.
melancolia é a pauta de blues.
as cinzas marcam nosso tempo.
nosso amor se desfaz na fuligem
e enevoam meus olhos.
eu entendo você ter ido,
mas por que não quis ficar?
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
último sono
Sentia seu peito subir e descer em uma calma dilacerante. Meu ouvido escutava seu coração que, se contrapondo, batia em um furor compassado, mesclando-se com os meus pensamentos. Como, mesmo tão perto, ainda podíamos estar tão longe? Minhas mãos nas suas costelas te puxavam para mim, mas mesmo com os olhos fechados sabia que se afastava pelos seus sonhos. Seus lábios permaneciam serrados, em um silencio contínuo. O silencio que se perpetuou em nossas almas e se alastrou em nossos dias. Se dividimos nossas vidas, por que então não dividimos nossas vidas? Cada palavra sufocada, cada frase repensada era mais um passo para trás. Nos dessintinizavamos cada vez que nos calávamos. A frieza se escondia em cada dobra de nosso lençol.
Te puxei para mais perto tentando sentir algo. Não sabia mais se aquilo era amor ou medo. Desespero e solidão.
Aonde perdemos nosso amor? Talvez tenha sido nosso descuido ingênuo de acreditar que ele seria absoluto. O arrastamos achando que ele não se fragmentaria, não se despedaçaria, e ele ficou pelo caminho. Nossas imagens ficaram para trás e nos deparamos vazios. É estranho pensar que toda a nossa paixão tenha se esvaido com o viver. Todos nossos planos desiludidos com a realidade. As coisas eram para ser tão mais fáceis e eu ainda me pergunto por que não foram. Tudo parecia simples quando estávamos juntos.
Nos éramos a única coisa que eu realmente acreditava...
O ar se esquecera de como era entrar em meu peito, e eu me esquecera de como era expulsá-lo. Fechei os olhos com força como se quisesse me impedir de ver a verdade, mas agora ela me perpassava e me flechava o peito em uma dor dilacerante. Seu corpo calmo e estável ao meu lado me parecia como uma promessa não comprida. Seu exalar me parecia suspiros de decepção. Eu não sabia mais como ser algo para você.
Te abracei e chorei. Chorei de medo, chorei de amor, chorei pelo presente, passado, e o que nos aguardava no futuro. Chorei por nós... Pelo que fomos e deveríamos ter sido. Eu queria que as coisas tivessem sido diferente. Então, deitei mais uma vez em seu peito e dormi, me despedindo do nosso amor.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Trailler
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Lista de Férias
Segue a lista de férias para escutarem enquanto não fazem absolutamente nada :)
Minha dica é ouvi-las no grooveshark! aproveitem. Coloque no Random!
Minha Lista
Animadas (no mood para...sei lá, dançar?):
Everybody needs somebody to love - The blues Brothes ( Vejam esse filme!!)
a-Punk - Vampire weekend
Lisztomania - Phoenix
634 5789 - The blues brothers
Something good can happen - Two door cinema club
Born to run - Bruce Springsteen
I can't talk - Two door cinema club
I'd rather dance with you - Kings of conveniece
Funky Nassau - The blues brothers
I feel it all - Feist
You're the world to me - David gray
Oxford Comma - Vampire weekend
Sex on fire - Kings of leon
Calmas (para as pessoas que não querem dançar! haha) :
Candy - Paolo nutini
Rewind - Paolo Nutini
Summertime - Ella Fitzgerald
Road trippin - Red hot chili peppers
Now my feet won't touch the ground- Coldplay
El capitalismo foreneo - Ghotan project (*instrumental)
Say it's possible - Terra Naomi
What sarah said - Death Cab for a cutie
my babe - Little walter
Guilty- Yan Tiersen
Fidelity - Regina Spektor
Us - Regina spektor (ouve mais dela ela é genial)
help me - sonny boy williamson
Operator - Jim Croce (Esse cara é foda!)
Georgia - Jackie greene
These Dreams - Jim Croce
Hit the road Jack - Ray charles
Some kind of wonderful - Grand Funk railroad
Baby Did A Bad Bad Thing - Chris Isaak
a deusa da minha rua - Antonio Zambujo
On melancholy Hill- Gorillaz
Valerie - Amy Winehouse
You Shook Me - Willie Dixon
Opus 28 - Dustin O'Halloran
Adventures In Solitude - The New Pornographers
Something about us - Daft Punk
Be be your love - Rachel Yamagata
Stranger Things Have Happened - Foo Fighters
Julia - The Beatles
Don't think twice, it's all right - Bob Dylan
Our house- crosby stills & nash (grupo fantástico!)
Blackbird - crosby stills & nash
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Genética das diferenças
O que a genética pode explicar de nossa sociedade? Nas ultimas décadas viemos descobrindo o papel fundamental exercido pelos nossos genes na modulação e interações comportamentais, mas isso é explicado em nível individual, agora, como isso pode ser transferido e espelhado em um âmbito social? Para isso é necessário analisar as congruências do comportamento ao nível celular com as relações interpessoais.
A genética é uma importante fonte de informações para a construção e entendimento de um indivíduo, mas não nos esqueçamos do outro fator construtor social: O ambiente. Todos nós somos fruto do meio em que estamos inseridos, portanto o que observamos em uma pessoa não é uma ligação direta com a sua genética, mas uma combinação entre esta e os fatores ambientas constituindo o que conhecemos como Fenótipo
Cada geração é construída a partir da anterior, estamos divididos em dois ambientes, aquele que vivemos agora, e aquele que nossos progenitores viveram e nos ensinam. Como uma replicação do nosso material genético, mantemos uma fita do que nos foi passado e sintetizamos uma nova a partir dos elementos que encontramos nos espelhando no que nos foi dado. A procriação esconde um lado pouco observado (que perpassa os valores de manutenção da espécie), a de perpetuar os feitos de nossos antepassados e dividi-los com as nossas possíveis realizações. Apartir daí, como um crossing over, trocar nossos conhecimentos com semelhantes e gerar novos.
Talvez nossa replicação semi-conservativa seja uma adaptação vantajosa (se não, não a teríamos), mas em nível social pode demonstrar o receio que temos em mudar, nos adaptar ao novo e ao diferente. Somos como endonucleases, Glicosilases, Ligases, p53, prontos para reconhecer e reparar qualquer alteração e modificações que encontramos. Tanto nós, quanto nossos organismos não estão programados a aceitar as possíveis diferenças e nossos padrões pré-programados. O diferente é visto como uma ameaça e se não é reparado, é destruído. Quantas guerras, genocídios, assassinatos, discussões, preconceitos são baseados em algo tão fundamental em nossas vidas. As diferenças são a base da evolução, são a base do nosso convívio social e é o que nos move a descobrir, repensar e analisar. É com base nas diferenças e nas similaridades com o próximo que somos capazes de distinguir o que somos.
Somos os seres que consideramos como os mais derivados, passamos por diversas seleções do ambiente e chegamos no que acreditamos ser o ápice da evolução. Achamos-nos grandiosos por termos a capacidade de raciocínio, de conseguir separar os nossos impulsos (tanto gênicos como animais) e nos enquadrar a um padrão para o convívio social. Talvez devamos ser um pouco mais “degenerados”, aceitando, assim como nosso código genético, algumas pequenas diferenças sem nenhum tipo de preconceito, e sem que elas signifiquem alguma coisa ruim, para que um dia possamos compreender as grandes diferenças. Para que possamos ver nas discrepâncias entre os indivíduos a beleza que torna este mundo vivo e dinâmico (sem pelo qual nos não estaríamos aqui!). Talvez este seja um ensinamento que nossa replicação semi-conservativa deva repassar para a nossa prole. Seja esta a nossa realização que será a fita base para o encadeamento de outras idéias complementares, a realização que a genética explica muita coisa, mas não tudo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Holócrina
é sempre muito
(por ser tão pouco).
não quero meia atenção,
(quero-o inteiro)
metade disso é amor,
o resto são esperanças.
